Sinal da aliança de Deus com Abraão, que o Novo Testamento deixa de tratar como condição diante de Cristo.
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A Circuncisão aparece no Antigo Testamento ligada ao pacto: quem não a recebesse violava a aliança e seria cortado do povo Gn 17.14.
No Novo Testamento, a questão se torna disputa. Alguns vindos da Judeia ensinavam que, sem a circuncisão conforme o costume de Moisés, não havia salvação, e Paulo e Barnabé resistiram, levando o assunto aos apóstolos e anciãos em Jerusalém At 15.1–31. Paulo escreve que quem se deixa circuncidar fica obrigado a toda a Lei e se desliga de Cristo, pois a justiça vem pela fé, por meio do Espírito Gl 5.1–6. E afirma que em Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão têm valor, mas a nova criatura Gl 6.15.
Outros textos falam de uma circuncisão não feita por mãos, ligada ao Batismo e à ressurreição com Cristo Cl 2.11–12. Em Efésios, a divisão entre circuncisos e não circuncidados é desfeita: Cristo fez dos dois povos um só e derrubou o muro da separação Ef 2.11–18.