Cidade portuária da costa fenícia, aliada de Salomão, denunciada pelos profetas e visitada por Jesus e por Paulo.
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Tiro aparece primeiro como cidade aliada de Salomão. Dela veio Hirão, artífice em bronze, filho de uma viúva de Naftali, que fundiu as colunas do templo 1Re 7.13–17. O rei Hirão de Tiro forneceu a Salomão cedro, faia e ouro, e Salomão lhe deu vinte cidades na Galileia, que não o contentaram 1Re 9.11–15. Salomão também lhe pediu cedros e um homem hábil para edificar a casa do Senhor 2Cr 2.3–7.
Os profetas falam contra Tiro. Isaías a chama centro de comércio das nações e anuncia sua ruína Is 23.1–5. Ezequiel registra que Tiro se alegrou com a queda de Jerusalém e que o Senhor se declarou contra ela Ez 26.2–6. O profeta levanta uma lamentação sobre a cidade que diz ser perfeita em beleza e que comerciava com muitos povos Ez 27.2–6. Ao príncipe de Tiro, que se dizia deus, o Senhor respondeu que ele era homem Ez 28.2–6. Amós condena Tiro por entregar um povo em cativeiro a Edom e esquecer o pacto de irmãos Am 1.9–13.
No Novo Testamento, Jesus diz que Tiro e Sidom teriam se arrependido com os milagres feitos em Corazim e Betsaida, e que no juízo lhes será mais tolerável Mt 11.21–25 Lc 10.13–17. Foi à região de Tiro e Sidom, onde uma mulher sirofenícia pediu que libertasse sua filha Mc 7.24–28. Paulo ficou sete dias em Tiro, onde os discípulos lhe diziam, pelo Espírito, que não subisse a Jerusalém At 21.3–7.