Pôncio Pilatos, governador da Judeia no tempo de Tibério, diante de quem Jesus foi levado e julgado.
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Pôncio Pilatos era governador da Judeia no ano quinze do império de Tibério César, quando a palavra de Deus veio a João no deserto Lc 3.1–5. Nos Evangelhos, aparece no julgamento de Jesus. Os chefes dos sacerdotes entregaram Jesus amarrado a Pilatos, o governador Mt 27.2–6. Pilatos lhe perguntou se era o Rei dos Judeus; Jesus respondeu: “Tu o dizes”, e nada mais disse às acusações, de modo que Pilatos ficou surpreso Mc 15.1–5. Segundo Lucas, acusaram Jesus de perverter a nação e de proibir o tributo a César, e Pilatos disse: “Não acho culpa nenhuma neste homem” Lc 23.1–5.
Em João, Pilatos saiu até os acusadores, mandou que o julgassem pela lei deles e voltou ao tribunal para interrogar Jesus Jo 18.29–33. Mandou açoitá-lo; os soldados puseram-lhe uma coroa de espinhos, e Pilatos o apresentou dizendo que não achava crime nele Jo 19.1–5. Lucas registra também que alguns contaram a Jesus dos galileus cujo sangue Pilatos misturara com seus sacrifícios Lc 13.1–5.
Nos Atos, os apóstolos lembram que Jesus foi negado diante de Pilatos, que julgava soltá-lo At 3.13–17. Herodes e Pôncio Pilatos se ajuntaram contra Jesus At 4.27–31, e pediram a Pilatos a sua morte, embora sem motivo At 13.28–32. Paulo lembra a Timóteo que Cristo testemunhou a boa confissão diante de Pôncio Pilatos 1Tm 6.13–17.