HISTÓRICOS
Jz 13.24A mulher deu à luz um filho, e deu-lhe o nome de Sansão. O menino cresceu e foi abençoado por Deus,
Jz 14.1Um dia, Sansão foi a Timna e viu ali certa jovem do povo filisteu que chamou a sua atenção.
Jz 14.3Porém, seu pai e sua mãe fizeram forte oposição e responderam: “Por que você não casa com uma jovem do nosso povo? Por que você tem de arranjar esposa entre esses filisteus, que não obedecem a Deus? Será que não existe em Israel uma moça que sirva para casar com você?” Porém, Sansão disse ao pai: “Aquela é a que me agrada. Peça a moça em casamento para mim!”
Jz 14.5Quando Sansão estava indo com os seus pais a Timna, já nas vizinhanças da cidade, nas plantações de uva ali existentes, de repente veio um leão novo rugindo contra ele.
Jz 14.7Em Timna, ele conversou com a jovem, e ela lhe agradou muito.
Jz 14.10Seu pai foi à casa da moça e, seguindo o costume, Sansão ofereceu uma festa,
Jz 14.12Em certo momento, Sansão desafiou os moços a decifrarem uma charada: “Se vocês conseguirem decifrar o enigma durante os sete dias da celebração do casamento”, disse ele, “darei a vocês trinta camisas finas e trinta trajes de festas.
Jz 14.15No quarto dia, os moços disseram à mulher de Sansão: “Se você não quer morrer queimada, e não quer que ponhamos fogo na casa do seu pai, convença Sansão a revelar a solução da charada. Será que fomos convidados para esta festa para sermos roubados?”
Jz 14.16A mulher vinha insistindo com Sansão para que contasse a ela o segredo; chorava e dizia: “Você me despreza! Você não me ama! Pois você deu um enigma à minha gente, e até agora você não me contou a solução!” E Sansão dizia a ela: “Se nem ao meu pai e à minha mãe eu revelei o enigma, por que deveria contá-lo a você?”
Jz 14.20E a mulher de Sansão foi dada em casamento ao homem que tinha sido o padrinho de casamento de Sansão.
Jz 15.1Algum tempo depois, durante a colheita do trigo, Sansão pegou um cabrito para dar de presente à mulher dele. Ele disse: “Vou ao quarto da minha mulher”. Mas o pai dela não quis deixá-lo entrar na casa.
Jz 15.3Sansão ficou furioso, e disse: “Agora ninguém poderá reclamar quando eu acertar as contas com os filisteus!”
Jz 15.4Saindo dali, capturou trezentas raposas e as amarrou em pares, pelas caudas. Para cada par de raposas arranjou uma tocha, e amarrou a tocha nos rabos presos em cada par.
Jz 15.6“Quem foi que fez isto?”, perguntaram os filisteus. “Foi Sansão, o genro do timnita”, responderam, “porque o sogro deu a sua mulher ao seu amigo”. Então os filisteus queimaram a mulher e o pai dela.
Jz 15.7Sansão disse a eles: “Se é isso que vocês fizeram, não vou sossegar enquanto não me vingar de vocês”.
Jz 15.10“Por que vieram para cá?”, perguntaram os homens de Judá. Responderam os filisteus: “Viemos aqui para prender Sansão e fazer com ele o que ele fez conosco”.
Jz 15.11Então três mil homens de Judá foram até a caverna da rocha de Etã e disseram a Sansão: “O que você está querendo fazer conosco? Você não sabe que os filisteus dominam sobre nós?” Sansão retrucou: “Fiz a eles o que eles fizeram a mim”.
Jz 15.12“Nós estamos aqui para prendê-lo e entregá-lo aos filisteus”, disseram os homens de Judá. “Está bem”, disse Sansão, “mas prometam que vocês mesmos não me matarão”.
Jz 15.16Então Sansão exclamou: “Com uma queixada de jumento fiz deles montões! Com uma queixada de jumento matei mil valentes!”
Jz 16.1Certo dia, Sansão foi à cidade filisteia de Gaza e passou a noite com uma prostituta.
Jz 16.2Correu a notícia de que ele tinha sido visto na cidade. Os homens formaram um cerco perto do portão da cidade e ficaram esperando, prontos para matar Sansão quando amanhecesse o dia. “Quando clarear o dia, vamos matá-lo”, combinaram os filisteus.
Jz 16.3Sansão ficou deitado só até a meia-noite. Então, saiu da casa e arrancou as portas da cidade junto com os batentes e a tranca. Colocou tudo nos ombros e levou para o alto do monte que fica de frente para Hebrom!
Jz 16.6Assim Dalila pediu a Sansão: “Diga-me, Sansão, por favor, de onde vem a sua grande força e como você poderia ser amarrado e dominado”.
Jz 16.7Respondeu-lhe Sansão: “Se eu for amarrado com sete cordas de couro de animais, ainda não secas, ficarei fraco e serei como outro qualquer”.
Jz 16.9Alguns homens estavam escondidos em outro quarto. Assim que amarrou Sansão, ela exclamou: “Sansão, os filisteus estão aqui!” Então ele arrebentou as cordas como se fossem fios de estopa colocados perto do fogo. Assim, não se descobriu o segredo da sua força.
Jz 16.10Mais tarde, Dalila disse a Sansão: “Você anda zombando de mim! Você mentiu para mim! Conte-me, por favor, como você poderia ser amarrado”.
Jz 16.12Dalila conseguiu cordas novas e amarrou Sansão. Como da outra vez, alguns homens estavam escondidos na casa e Dalila gritou: “Sansão! Os filisteus vêm aí!” Mas ele arrebentou as cordas dos seus braços como se fossem fios.
Jz 16.13“Você continua caçoando de mim, dizendo mentiras”, disse Dalila a Sansão. “Você não vai me dizer como você pode ser amarrado?” “Está bem”, disse ele, “se você tecer as sete tranças da minha cabeça num pano e prendê-las com um pino de tear, então ficarei fraco”. Enquanto Sansão dormia, Dalila teceu as sete tranças da sua cabeça num pano
Jz 16.14e o prendeu com um pino de tear. Depois ela gritou: “Os filisteus estão aqui, Sansão!” Então ele acordou e soltou o cabelo, arrancando o pino do tear.
Jz 16.20Então ela gritou: “Sansão! Os filisteus estão aqui para prender você!” Ele acordou e pensou: “Vou fazer como das outras vezes! Vou ficar livre num instante!” Mas não percebeu que o Senhor já não estava com ele.
Jz 16.23Os oficiais filisteus realizaram uma grande festa para comemorar a captura de Sansão. O povo ofereceu um grande sacrifício a Dagom, deus dos filisteus, e diziam: “O nosso deus entregou o nosso inimigo Sansão em nossas mãos”.
Jz 16.25Quando estavam bem alegres, em plena festa, os filisteus gritaram: “Tragam Sansão para cá! Queremos nos divertir com ele!” Assim tiraram Sansão da cadeia, e ele foi levado para o centro do templo, entre as duas colunas que sustentavam o teto.
Jz 16.26Entretanto, Sansão disse ao jovem que servia de guia para ele: “Coloque as minhas mãos nas duas colunas que sustentam o templo, para me apoiar nelas”.
Jz 16.27O templo estava repleto de homens e mulheres do povo, e todos os oficiais dos filisteus estavam presentes. Além disso, no terraço havia cerca de três mil pessoas, vendo as brincadeiras que faziam com Sansão.
Jz 16.28Em certo momento, Sansão orou ao Senhor e suplicou: “Ó Senhor Deus! Peço que se lembre de mim, e que só mais esta vez me dê força para que eu possa me vingar dos filisteus pela perda dos meus dois olhos!”
Jz 16.29Então Sansão abraçou-se às duas colunas centrais, que sustentavam o templo, uma com a mão direita, e a outra com a mão esquerda,
Jz 16.30e disse: “Que eu morra com os filisteus!” Em seguida ele as empurrou com toda a força, e o templo caiu sobre os oficiais e sobre todo o povo que ali estava! Assim, Sansão matou mais gente quando morreu do que durante todo o tempo em que viveu!