PROFETAS
Is 1.1–31Estas são as mensagens que Isaías, filho de Amoz, recebeu de Deus nas visões que teve, durante os reinos de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá. Nessas mensagens, Deus mostrou a ele o que iria acontecer a Judá e Jerusalém. Céus, terra, escutem! Escutem o que o Senhor diz: “Os filhos que eu criei, os filhos que eu ajudei a crescer e ficar fortes, se revoltaram contra mim. O boi conhece o seu dono, e o jumento conhece o dono da sua manjedoura, mas o meu povo, Israel, não tem conhecimento, o meu povo nada compreende”. Ah, que nação pecadora, que povo carregado de pecado! A culpa do povo de Israel é tão grande que eles andam curvados com o peso do seu pecado! E isso é de família; os filhos são iguais aos pais! Eles vivem para a maldade! Abandonaram o Senhor e desprezaram o Santo de Israel. Viraram as costas para ele. Ah, meu povo, vocês ainda não se cansaram de ser castigados? Vão me obrigar a continuar castigando vocês? Vão continuar revoltados contra mim? Toda a cabeça está ferida, todo o coração está enfermo.
Is 2.1–22Esta é a mensagem que Isaías, filho de Amoz, recebeu sobre o futuro de Judá e de Jerusalém: Nos últimos dias, o templo do Senhor será o centro das atenções de todo o mundo. Gente de todas as nações correrão para lá. O comentário geral entre os povos vai ser o seguinte: “Vamos ao monte do Senhor, ao templo do Deus de Israel. Lá ele nos ensinará as suas leis; vamos aprender a andar nos seus caminhos”. Porque a lei sairá de Sião, de Jerusalém virá a palavra do Senhor. Os grandes problemas internacionais serão resolvidos pelo Senhor; todas as armas das nações serão transformadas em ferramentas úteis, pás, arados e enxadas. Nunca mais as nações farão guerra, nem se prepararão para a batalha. Venham, descendentes de Jacó, vamos andar na luz do Senhor!
Is 3.1–26Vejam! O Soberano, o Deus Todo-poderoso, vai cortar o sustento da cidade de Jerusalém e do povo de Judá, tanto o suprimento de pão quanto da água. Vão desaparecer o valente e o soldado, o juiz e o profeta, o adivinho e o ancião; o oficial do exército e a autoridade civil, o conselheiro, o mágico e o feiticeiro perito. O Senhor escolherá meninos irresponsáveis para governar o seu povo. O povo será oprimido; um será contra o outro, cada um contra o seu próximo. Os jovens ofenderão os idosos. O desprezível se colocará contra o homem de bem.
Is 4.1–6Naquele dia haverá tão poucos homens vivos em Israel que sete mulheres ao mesmo tempo atacarão um homem, dizendo: “Case-se conosco! Não precisa nos dar roupa nem comida; nós mesmas trabalharemos para nos sustentar. Só queremos casar, ter um marido e livrar-nos da vergonha de sermos solteiras!” Naquele dia, o Renovo do Senhor aparecerá em sua glória e seu poder. Os judeus que forem salvos terão os melhores frutos da terra; eles vão se orgulhar do que o seu país vai produzir. Os que forem deixados em Sião e ficarem em Jerusalém serão chamados “Povo Santo”. Quando o Senhor lavar a imundícia das filhas de Sião, por meio de um espírito de justiça e com um espírito purificador limpar o sangue derramado em Jerusalém, então o Senhor estenderá uma grande sombra sobre toda a cidade de Jerusalém — sobre as casas e as praças — uma grande camada de nuvens durante o dia. E à noite haverá uma nuvem de fogo para iluminar a cidade. A glória cobrirá e protegerá tudo.
Is 4.2–6O Renovo do Senhor e a proteção sobre SiãoNaquele dia, o Renovo do Senhor aparecerá em sua glória e seu poder. Os judeus que forem salvos terão os melhores frutos da terra; eles vão se orgulhar do que o seu país vai produzir. Os que forem deixados em Sião e ficarem em Jerusalém serão chamados “Povo Santo”. Quando o Senhor lavar a imundícia das filhas de Sião, por meio de um espírito de justiça e com um espírito purificador limpar o sangue derramado em Jerusalém, então o Senhor estenderá uma grande sombra sobre toda a cidade de Jerusalém — sobre as casas e as praças — uma grande camada de nuvens durante o dia. E à noite haverá uma nuvem de fogo para iluminar a cidade. A glória cobrirá e protegerá tudo. Assim, Jerusalém ficará protegida contra o calor de dia, refúgio e esconderijo contra a tempestade e a chuva.
Is 5.1–30Agora eu vou cantar para o meu amado uma canção que fala da sua vinha. O meu amado teve uma vinha na encosta de uma colina muito fértil. Ele cavou a terra, tirou todas as pedras e plantou na sua vinha as melhores mudas de uva. No meio da vinha, construiu uma torre para o vigia e fez um tanque para espremer as uvas e fazer o vinho. Ele esperava que a vinha desse uvas doces, mas acabou colhendo uvas bravas, azedas. “Agora, habitantes de Jerusalém e de Judá, sejam os juízes entre mim e a minha vinha! Faltou alguma coisa à minha vinha? Houve alguma coisa que deixei de fazer por ela? Por que a minha vinha produziu uvas azedas em vez de doces? Vejam o que vou fazer com a minha vinha: Vou derrubar a cerca para que ela seja transformada em pasto para o gado; derrubarei o seu muro para que seja pisoteada.
Is 6.1–13No ano em que o rei Uzias morreu, eu vi o Senhor! Ele estava assentado em um trono alto e majestoso; todo o templo estava cheio da sua glória. À sua volta voavam poderosos serafins. Cada um deles tinha seis asas: com duas asas cobriam seus rostos, com duas cobriam os pés e com duas voavam. Eles diziam em alta voz uns para os outros: “Santo, santo, santo é o Senhor Todo-poderoso; toda a terra está cheia da sua glória”. Era tão tremendo o som das suas vozes que chegou a sacudir o templo até os alicerces, e ele ficou cheio de fumaça. Então eu disse: “Chegou a minha hora! Vou morrer porque sou um pecador. Sou um homem com lábios impuros e moro no meio de um povo de lábios impuros. E agora eu vi o Rei, o Senhor Todo-poderoso”.
Is 7.1–25Durante o reinado de Acaz, filho de Jotão e neto de Uzias, Jerusalém foi atacada pelos reis Rezim, da Síria, e Peca, filho de Remalias, de Israel. Apesar do ataque, a cidade não foi conquistada. Mas, quando se avisou no palácio real que a Síria estava do lado de Israel na guerra contra Judá, Acaz e o povo ficaram agitados, como as árvores da floresta se agitam com o vento. Então o Senhor disse a Isaías: “Leve o seu filho Sear-Jasube com você e vá encontrar-se com o rei Acaz. Você o encontrará perto do fim do aqueduto que leva a água para o açude Superior, junto ao caminho que acaba no campo do Lavandeiro”. Diga a ele: “Fique alerta. Acalme-se, não se assuste, nem fique desanimado por causa do furor do rei Rezim, da Síria, e do rei Peca, de Israel. Eles não passam de restos de lenha soltando fumaça. “Porque a Síria, o rei Peca e os israelitas fizeram um plano para atacar você e seu país, dizendo:
Is 8.1–22O Senhor me mandou uma nova mensagem: “Faça uma grande placa e escreva com letras bem grandes, para todos poderem ler. Nessa placa você vai anunciar o nascimento de seu filho. O nome desse menino será Maher-shalal-hash-baz, que indica que os inimigos de Judá serão destruídos em breve”. Pedi a Urias, o sacerdote, e a Zacarias, filho de Jeberequias, conhecidos por todos como homens honestos, como testemunhas de confiança, antes mesmo de a criança chegar. Então minha esposa, a profetisa, e eu tivemos relações, e ela ficou grávida. Quando o menino nasceu, o Senhor me disse: “Esse menino vai se chamar Maher-shalal-hash-baz. O seu nome indica que dentro de dois anos, antes que ele aprenda a falar ‘papai’ ou ‘mamãe’, o rei da Assíria invadirá a Síria e Israel e tomará todas as riquezas desses dois países”. Mais uma vez o Senhor falou comigo e me disse:
Is 9.1–21Mas essa época de escuridão e desespero não vai durar para sempre. No passado castigou a terra de Zebulom e Naftali; no futuro, porém, essa mesma terra, a Galileia dos pagãos, por onde passam os povos na estrada do mar que fica a leste do rio Jordão, será de glória. O povo que está andando na escuridão verá uma grande luz. Essa luz vai brilhar e iluminar todos os que vivem na região da sombra da morte. Deus fez crescer a grande nação e aumentou a sua alegria; eles se alegram diante do Senhor como os lavradores quando chega a colheita, como os soldados que venceram uma batalha e repartem as riquezas tomadas na guerra. Isso porque Deus quebrou as correntes que prendiam o seu povo, a canga que estava sobre os seus ombros e o bastão com que eram castigados, como na derrota do enorme exército dos midianitas. Pois todas as botas barulhentas dos soldados e os uniformes de batalha manchados de sangue serão todos queimados pelo fogo.
Is 10.1–34Ai dos juízes desonestos! Ai das autoridades que fazem leis injustas, que escrevem decretos opressores, vocês que não tratam com justiça os pobres, roubam os que já perderam quase tudo, exploram as viúvas e roubam dos órfãos! Vocês não terão meios de escapar quando eu trouxer de longe um castigo terrível! A quem vocês vão pedir ajuda? Onde vão esconder seus tesouros roubados? Eu não darei qualquer ajuda a vocês; alguns acabarão como prisioneiros, outros serão mortos. Apesar disso tudo, o Senhor continua cheio de ira e a sua mão continua estendida para castigar Israel. Ai da Assíria, a vara que eu vou usar para castigar esse povo, em cujas mãos está o bastão da minha ira!
Is 10.24–34Não temer o assírio: o jugo será despedaçadoÉ por isso que o Soberano, o Deus Todo-poderoso, diz: “Meu povo, moradores de Jerusalém, não tenham medo dos assírios quando eles vierem explorá-los e maltratá-los como os egípcios fizeram há tanto tempo. Isso não vai durar muito. Em breve o meu furor contra vocês vai passar, e então a minha ira se voltará contra os assírios”. O Senhor Todo-poderoso os castigará com um chicote como fez quando derrotou os midianitas na rocha de Orebe; ele erguerá o seu cajado contra o mar Vermelho, como fez no Egito. Naquele dia, Deus acabará com a escravidão do seu povo, tirará o fardo dos seus ombros, quebrará as correntes que prendem os judeus. Olhem, os exércitos da Assíria estão chegando! Entram em Aiate, passam por Migrom; em Micmás deixam um depósito de armas.
Is 11.1–16Um ramo do tronco de JesséSurgirá um descendente do rei Davi, filho de Jessé, como um rebento que brota de uma árvore, como um renovo que surge da velha raiz. O Espírito do Senhor estará nele, o Espírito de sabedoria e entendimento, o Espírito de conselho e de poder, o Espírito de conhecimento e temor do Senhor. Ele terá prazer em obedecer ao Senhor. Ele não julgará pela aparência, nem com base no que ouviu, mas fará justiça aos necessitados e defenderá os pobres. Com sua palavra como se fosse um cajado ferirá a terra; e matará o perverso com um sopro de sua boca. A retidão será a faixa do seu peito e a fidelidade, o seu cinturão.
Is 11.1–5Um ramo do tronco de JesséSurgirá um descendente do rei Davi, filho de Jessé, como um rebento que brota de uma árvore, como um renovo que surge da velha raiz. O Espírito do Senhor estará nele, o Espírito de sabedoria e entendimento, o Espírito de conselho e de poder, o Espírito de conhecimento e temor do Senhor. Ele terá prazer em obedecer ao Senhor. Ele não julgará pela aparência, nem com base no que ouviu, mas fará justiça aos necessitados e defenderá os pobres. Com sua palavra como se fosse um cajado ferirá a terra; e matará o perverso com um sopro de sua boca. A retidão será a faixa do seu peito e a fidelidade, o seu cinturão.
Is 12.1–6Naquele dia, vocês farão esta oração: “Louvado seja o Senhor! Ele estava irado comigo, mas sua ira passou e agora ele me consola! Deus veio me salvar. Eu não preciso ter medo, posso confiar nele. O Senhor é a minha força, o motivo da minha canção. Ele é a minha salvação. Cheios de grande alegria, todos beberão a água da fonte da salvação!” Naquele dia maravilhoso, vocês dirão: “Agradeçam ao Senhor! Glória ao Senhor! Falem entre as nações os feitos do seu amor tão maravilhoso. Anunciem que o seu nome é poderoso!” Cantem louvores ao Senhor, porque ele fez coisas maravilhosas. O mundo inteiro precisa saber disso.
Is 13.1–22Este é o julgamento de Deus contra a Babilônia que ele revelou a Isaías, filho de Amoz, numa visão: Levantem uma bandeira no alto de uma colina para os inimigos da Babilônia atacarem. Vocês devem gritar a eles e levantar a mão como sinal quando os exércitos passarem, marchando contra a Babilônia, para destruir os palácios dos ricos e poderosos. Eu, o Senhor, formei esses exércitos para esta missão; chamei para esta guerra os que se orgulham de sua força, para executarem o meu castigo. Ouçam o barulho nas montanhas! Ouçam os exércitos marchando! É o barulho de muitas nações e povos reunidos! O Senhor Todo-poderoso está reunindo um exército para a guerra. Eles vêm de países muito distantes, além do horizonte. O Senhor vai usá-los na sua ira, para destruir a Babilônia inteira.
Is 14.1–32Isso tudo vai acontecer porque o Senhor ainda tem muita compaixão de Jacó e escolherá Israel para ser o seu povo. Ele os trará de volta para morar em Israel. Muitas pessoas de outros povos se ajuntarão a eles e farão parte da sua descendência. As outras nações do mundo os levarão de volta à sua terra; os que forem morar com eles em Israel serão os seus servos e servas. As nações que antes haviam escravizado os israelitas serão escravizadas por eles e dominarão aqueles que antes as dominavam. Naquele dia em que o Senhor der descanso ao seu povo da tristeza e do medo, do sofrimento e da escravidão, vocês vão zombar do rei da Babilônia, dizendo: “Sua hora chegou, opressor! O seu grande poder acabou! O Senhor destruiu o seu perverso poder, quebrou o seu governo cheio de maldade.
Is 15.1–9Esta é a mensagem de Deus para o povo de Moabe: Numa só noite, suas cidades de Ar e Quir serão destruídas. Em Dibom o povo vai aos templos para chorar, pelo triste destino dos montes Nebo e Medeba. Em sua tristeza, eles rapam suas cabeças e cortam suas barbas. Todos andam pelas ruas vestidos de pano de saco e gritam nas praças; nos terraços e nas praças públicas todos gritam e choram amargamente. Os gritos e o choro dos moradores de Hesbom e Eleale podem ser ouvidos até em Jaaz. Os soldados mais valentes de Moabe gritam, e o coração deles treme de medo. O meu coração chora por causa de Moabe! Os moabitas fogem para Zoar e Eglate. Sobem chorando a ladeira de Luíte e descem o caminho de Horonaim gritando de desespero diante da destruição,
Is 16.1–14Os que fugiram de Moabe para Selá, atravessando o deserto, enviam carneiros para o rei de Judá, como prova de amizade. Como pássaros que perderam o ninho, assim são os habitantes de Moabe nos lugares de passagem do rio Arnom. Os mensageiros, que levaram os carneiros a Jerusalém, pedem conselhos e ajuda: “Por favor, ajudem-nos! Escondam os que fugiram de Moabe; não nos entreguem aos nossos inimigos. Deixem os que escaparam de Moabe morar com vocês; escondam essa pobre gente de seus inimigos!” Quando terminar a perseguição, e o opressor tiver saído do país e essa destruição acabar, então um descendente de Davi será rei. Ele governará com fidelidade, julgará com justiça e se esforçará para fazer o que é justo.
Is 17.1–14Este é o julgamento de Deus contra Damasco, capital da Síria: Damasco deixará de ser cidade! Ela se tornará um montão de ruínas. As suas cidades serão abandonadas. Serão ocupadas por ovelhas que por ali pastarão e se deitarão sem que ninguém as espante. Israel deixará de ser uma fortaleza, e o poder de Damasco acabará. O remanescente de Arã será como a glória dos israelitas, afirma o Senhor Todo-poderoso. Naquele dia Israel perderá o resto de sua antiga grandeza, quando a fome e a pobreza tomarem conta da terra. Será como acontece quando um ceifeiro junta o trigo e colhe as espigas com o braço, como quando se apanham os feixes de trigo no vale de Refaim.
Is 18.1–7Ai da terra que fica além do Alto Nilo, a terra onde há muitos gafanhotos! Esse país nos manda embaixadores em navios feitos de junco, descendo o rio Nilo. Os seus mensageiros vão voltar depressa para você, terra de homens altos e escuros, povo agressivo e de fala estranha, nação conquistadora, país que é dividido pelos rios. Quando a bandeira de guerra tremular sobre a montanha, todos os povos do mundo devem prestar atenção! Quando soar a trombeta, todos devem ouvir! Assim diz o Senhor: “Do meu lar, onde moro, ficarei olhando, quieto como um dia de verão ou como uma deliciosa manhã de outono na época da colheita”. Antes da colheita, quando as flores derem lugar aos frutos e as uvas começarem a ficar maduras, ele cortará os brotos com a foice e tirará os galhos que cresceram demais, e os lançará fora.
Is 19.1–25Este é o julgamento contra o Egito: O Senhor se aproxima depressa, montado sobre uma nuvem veloz, para castigar o Egito. Os falsos deuses do Egito tremem diante dele, e o coração dos egípcios se derrete de medo. “Eu farei os egípcios brigarem entre si, cada um brigando com seu próprio irmão, vizinho contra vizinho, cidade contra cidade e reino contra reino. Os sábios conselheiros do Egito quebrarão a cabeça, tentando descobrir uma solução; vão pedir aos seus ídolos e necromantes uma resposta; chamarão feiticeiros, adivinhos e médiuns para resolver os problemas do país, mas farei que os seus planos resultem em nada. Então entregarei o Egito a um senhor duro e cruel, a um rei muito mau”, diz o Senhor Todo-poderoso. As águas do rio Nilo secarão; não haverá a enchente que todos os anos alaga os campos.
Is 20.1–6No ano em que o exército de Sargom, rei da Assíria, comandado por Tartã, conquistou a cidade de Asdode, na Filístia, o Senhor falou por meio de Isaías, filho de Amoz, dizendo: “Tire o pano de saco do corpo e as sandálias dos pés”. Isaías fez exatamente o que o Senhor tinha mandado e passou a andar nu e descalço. Então o Senhor disse ao povo: “Assim como o meu servo Isaías andou nu e descalço durante três anos, como símbolo e advertência contra o Egito e a Etiópia, assim o rei da Assíria vai prender e escravizar os egípcios e os etíopes, levando-os para sua terra, velhos e jovens, nus e descalços, com as nádegas descobertas, para envergonhar o Egito. Quando isso acontecer, os israelitas ficarão assustados; eles esperavam que os etíopes ajudassem Israel e que os exércitos do Egito lutassem ao seu lado.
Is 21.1–17Esta é a mensagem de Deus sobre a Babilônia. Um terrível desastre se aproxima de você, vindo do deserto junto ao mar, como um vendaval em forma de redemoinhos que vem do deserto de Neguebe, ao sul de Judá, daquela terra pavorosa. Deus me mostrou uma visão assustadora: A Babilônia vive praticando o mal e destruindo outros povos. Mas ela mesma vai ser destruída pelos elamitas e medos. Então o sofrimento das outras nações vai acabar. A visão é tão terrível que me deixou angustiado; sinto dores muito fortes como a mulher que vai dar à luz. Estou ficando tão fraco que quase não posso ouvir. Estou ficando cego de tanto medo. Meu coração estremece, fiquei completamente apavorado. Eu queria que a noite chegasse para poder descansar, mas não consigo dormir; fico acordado, tremendo de medo. Eu vi na minha visão servos arrumando uma grande mesa. Havia todo tipo de comida e muita bebida. Os convidados chegaram e se sentaram para comer. Mas, de repente, alguém deu esta ordem: “Vamos, príncipes e soldados! Corram, depressa, preparem seus escudos!”
Is 22.1–25Este é o julgamento de Deus contra Jerusalém. O que está acontecendo? Por que estão todos subindo para os terraços? O que estão querendo ver? A cidade virou uma grande confusão! O que aconteceu com esta cidade movimentada e alegre? Há cadáveres espalhados por toda parte! E toda essa gente não morreu na guerra! Todas as autoridades de Jerusalém estão fugindo; entregam-se ao inimigo sem lutar. Os que tentaram fugir foram apanhados e estão presos. Por isso tudo, eu peço: Deixem-me sozinho; deixem-me chorar amargamente. Não tentem me consolar por causa da destruição do meu povo. Pois o Soberano, o Senhor Todo-poderoso, enviou um dia de muito sofrimento, confusão e derrota no vale da Visão. As muralhas de Jerusalém estão cheias de grandes buracos, e a gritaria é tanta que chega até os morros fora da cidade.
Is 23.1–18Este é o julgamento de Deus contra Tiro: Chorem! Chorem, navios de Társis, porque Tiro foi destruída. Não sobrou nenhuma casa, nenhum porto para os navios atracarem. De Chipre veio essa mensagem! Há um silêncio de morte por todo o litoral. A cidade que ficou rica com o comércio dos navios de Sidom, a cidade que era o mercado do mundo, para onde vinham os cereais e os tecidos do rio Nilo, no Egito, que vocês vendiam a todas as nações, está completamente silenciosa. Sidom, você que é a fortaleza do mar, deve sentir uma enorme vergonha, pois o mar, a fortaleza do mar, falou: “Nunca tive dores de parto nem dei à luz; nunca criei filhos nem eduquei filhas!” Quando a notícia chegar ao Egito, haverá grande tristeza naquele país por causa de Tiro.
Is 24.1–23Vejam! O Senhor está destruindo a terra, transformando-a num enorme deserto com poucos habitantes, espalhados por toda parte. A mesma coisa acontecerá com todos: os sacerdotes e os homens do povo, os patrões e os empregados, as patroas e as empregadas, os que compram e os que vendem, os que emprestam e os que tomam emprestado, os credores e os devedores. Todos sofrerão igualmente; ninguém vai escapar. A terra ficará completamente arrasada, saqueada de todas as suas riquezas. Quem prometeu isso foi o Senhor. A terra vai secando e murchando, o mundo inteiro vai se acabando, os nobres da terra definham. A terra está impura, poluída por causa dos seus moradores, porque eles torcem as leis, violam os mandamentos e quebram a aliança que devia ser eterna.
Is 25.1–12Ó Senhor, eu quero louvá-lo e honrar o seu nome, porque o Senhor é o meu Deus. Quantas coisas maravilhosas o Senhor fez conforme os seus planos eternos e verdadeiros! O Senhor transformou grandes cidades em montes de pedras, poderosas fortalezas em ruínas. Os palácios onde moravam os reis de outros povos foram derrubados e nunca mais serão construídos. Por isso, nações poderosas respeitarão o Senhor, e povos violentos obedecerão às suas leis e darão glória ao seu nome. Porque o Senhor tem sido o refúgio para os pobres, refúgio para o necessitado nas suas aflições; foi um abrigo na tempestade, uma sombra no calor; foi a proteção contra os homens malvados que destroem outras pessoas, como a tempestade contra o muro, como o calor no deserto. Como as nuvens refrescam a terra num dia de calor, assim os gritos de vitória das nações violentas são emudecidos.
Is 26.1–21Ouçam o povo cantando! Naquele dia, toda a terra de Judá vai cantar este cântico: “Nossa cidade é forte e bem protegida! Estamos cercados pelos altos muros da salvação de Deus!” Abram os portões! Deixem a nação justa entrar, a nação que se mantém fiel e obediente. O Senhor guardará em perfeita paz todos os que confiam nele, aqueles cujo propósito está firme, porque confiam no Senhor. Confiem para sempre no Senhor, pois o Senhor, somente o Senhor, é a Rocha eterna. Ele humilha os orgulhosos; rebaixa e arrasa a cidade arrogante e cheia de si, e a lança ao pó.
Is 27.1–13Naquele dia, o Senhor castigará com a sua espada, forte e rápida, o grande monstro veloz, a serpente que anda se contorcendo; ele matará o monstro que vive no mar. Naquele dia, o Senhor dirá: “Cantem louvores à vinha frutífera! Eu, o Senhor, cuidarei dela pessoalmente. Vou regá-la todos os dias e a vigiarei de dia e de noite para que nenhum dos inimigos faça qualquer mal contra ela. A minha ira contra Israel já acabou. Se eu encontrar espinhos e ervas bravas prejudicando a minha vinha, eu os destruirei com fogo. Só escapará quem se render e pedir a minha paz e a minha proteção”.
Is 28.1–29Ai da cidade de Samaria, cercada por um vale fértil, orgulho e grande alegria dos bêbados de Israel! A sua beleza está acabando como uma flor que murcha; está acabando a glória de um povo de homens dominados pelo vinho! Pois o Senhor mandará um grande e poderoso exército contra ela. Esse exército vai chegar como uma tempestade, como uma chuva de pedras, como um violento aguaceiro e uma tromba d’água transbordante e a derrubará violentamente por terra. A coroa, o orgulho e alegria dos bêbados de Israel, será jogada ao chão e pisoteada. A bela cidade, rodeada por seu belo e rico vale, vai desaparecer como uma flor que murcha, como um figo que nasce antes da época da colheita. Assim que alguém o vê, logo o apanha e come. Mas, finalmente, naquele dia, o próprio Senhor Todo-poderoso será a coroa gloriosa, uma grinalda formosa para o remanescente do seu povo.
Is 29.1–24Ai de Jerusalém! Jerusalém, a cidade onde viveu Davi! Ano após ano seus moradores realizam festas religiosas nas datas marcadas, mas eu vou mandar um terrível castigo sobre ela! Todos vão chorar e lamentar muito. Jerusalém será exatamente o que significa o seu nome — Ariel — um altar coberto de fogo. Eu mesmo serei seu inimigo. Cercarei Jerusalém: vou levantar torres à sua volta, para destruir você. Quando você tiver sido derrubada e misturada com a poeira, a sua voz se fará ouvir como se fossem espíritos, cochichando e murmurando como fantasmas. De repente, num instante, os seus inimigos vão desaparecer como o pó soprado pelo vento. Eles são muitos, mas vão sumir como palha carregada pelo vento, num instante.
Is 30.1–33“Ai dos meus filhos desobedientes e teimosos, que fazem planos sem ouvir as minhas ordens!”, diz o Senhor. “Vocês fazem acordos, mas não pelo meu Espírito, aumentando o número de seus pecados. Sem pedirem minha opinião, vocês desceram ao Egito para pedir ajuda e proteção ao faraó! Saibam que, confiando no faraó, vocês vão sofrer uma grande decepção, uma enorme vergonha! Ele não tem como cumprir as promessas de ajuda que fez! Os embaixadores de Judá percorrem todo o reino do Egito, de norte a sul, de Zoã até Hanes; todos se envergonharão por causa de um povo que lhes é inútil, que não traz ajuda nem vantagem, apenas vergonha e zombaria”.
Is 31.1–9Ai dos que correm ao Egito, pedindo socorro, que contam com cavalos! Ai de quem confia no grande número de carros de guerra e nos fortes cavaleiros egípcios, em vez de olhar para o Santo de Israel e pedir ao Senhor a sua ajuda! Mas ele é muito sábio e mandará o castigo contra seu povo; não mudará os seus planos. Ele se levantará contra os que praticam o mal, contra quem ajuda os perversos. Esses egípcios não passam de homens; eles não são Deus! Os seus cavalos são apenas carne e osso; não são espíritos poderosos! Quando o Senhor estender a sua mão, aquele que ajuda tropeçará, aquele que é ajudado cairá; ambos serão destruídos de uma só vez. Mas o Senhor me revelou o seguinte: “Quando um leão, mesmo que ainda seja jovem, ruge ao lado da presa morta, não liga para a gritaria que os pastores fazem tentando intimidá-lo, mesmo que sejam gritos bem fortes. Da mesma maneira, o Senhor Todo-poderoso descerá e lutará sobre o monte Sião. Ele, o Senhor Todo-poderoso, protegerá Jerusalém como uma ave que voa em volta de seu ninho para protegê-lo. Ele defenderá a cidade e a livrará. Ele passará por ela e a salvará”.
Is 32.1–20Vejam! Aí vem um rei justo. No seu reinado todos os príncipes serão honestos e honrados. Cada homem será como um abrigo contra o vento e um abrigo contra as tempestades; será como um rio que corre no meio de um deserto; será como a sombra refrescante de uma grande pedra numa terra castigada pelo sol quente. Então, finalmente, os olhos se abrirão novamente; os que quiserem, poderão ouvir livremente a sua voz. Até mesmo os rebeldes entre eles compreenderão perfeitamente, e os que gaguejam passarão a falar com clareza. O tolo já não será considerado herói. Os ricos que exploram o povo não serão chamados de benfeitores e generosos.
Is 33.1–24Ai de você, inimigo destruidor! Você que destruiu muitos povos sem nunca saber o que era a destruição; você que faz promessas, mas não cumpre e exige que as outras nações cumpram seus tratos! Quando você acabar de destruir, chegará a hora da sua destruição; quando acabar de trair, será a sua hora de ser traído! Mas quanto a nós, Senhor, tenha misericórdia de nós! Nós temos confiado no Senhor. Seja a nossa força a cada nova manhã, seja a nossa salvação no tempo do sofrimento. Os povos fogem quando ouvem o trovão da sua voz. Quando o Senhor se levanta, as nações fogem apavoradas. Como os gafanhotos devoram completamente uma plantação e deixam vazio o campo, assim os homens saquearão vocês, ó nações; vão saltar sobre os despojos como os gafanhotos saltam sobre a plantação. O Senhor é grande e poderoso e vive no alto! Ele fará de Jerusalém o lar de justiça e de bondade.
Is 34.1–17Venham, aproximem-se, nações e povos da terra! Venham ouvir o que eu tenho para anunciar. Escutem-me, a terra e tudo o que existe nela! O Senhor está terrivelmente irado com os povos da terra, furioso contra todos os seus exércitos. Ele vai destruir as nações completamente, como planejou. Seus mortos não serão enterrados, e o cheiro horrível de carne podre se espalhará por toda a terra. O sangue dos cadáveres vai escorrer pelas montanhas. Então os astros do céu vão se dissolver, o céu vai desaparecer como uma folha de papel que se enrola; todas as estrelas cairão como folhas secas da videira ou da figueira. A minha espada se embriagou nos céus; ela vai descer para julgar Edom, povo que eu condenei à destruição.
Is 35.1–10As regiões desabitadas e os lugares secos se alegrarão naqueles dias. O deserto vibrará de alegria e se cobrirá de flores. Haverá muita alegria, muitas flores, muitas canções felizes! A terra seca e vazia se tornará verde como as montanhas do Líbano e tão bela como os pastos do monte Carmelo e os campos de Sarom. Lá o Senhor mostrará a sua glória, a brilhante majestade do nosso Deus. Fortaleçam as mãos cansadas, firmem os joelhos fracos; animem os que sentem medo, dizendo: “Vamos, seja forte! Não tenha medo! Veja, o seu Deus está vindo para castigar seus inimigos com a divina retribuição. Ele vai salvar você!” Quando ele vier, vai abrir os olhos dos cegos e destapar os ouvidos dos surdos.
Is 36.1–22No décimo quarto ano do reinado de Ezequias, Senaqueribe, rei da Assíria, atacou as cidades fortificadas de Judá e conquistou todas elas. Ele mandou seu comandante à frente de um grande exército ao rei Ezequias. Esse exército partiu de Laquis e acampou perto de Jerusalém, junto ao aqueduto do açude Superior, perto do caminho que leva ao campo do Lavandeiro. Então Eliaquim, filho de Hilquias, o administrador do palácio de Israel, Sebna, o secretário do rei, e Joá, filho de Asafe, que escrevia a história do reino, foram ao encontro do comandante de Senaqueribe. E o comandante ordenou: “Digam ao rei Ezequias: “Assim diz o grande rei da Assíria Senaqueribe: ‘Em que você está baseando a sua confiança? Você acha que as palavras podem tomar o lugar da estratégia e da força militar? Em quem você confia para rebelar-se contra mim? p
Is 37.1–38Quando o rei Ezequias ouviu o que havia acontecido, rasgou suas roupas, cobriu-se de pano de saco em sinal de tristeza e sofrimento, e foi ao templo do Senhor. Também mandou Eliaquim, o primeiro-ministro, Sebna, seu secretário, e os chefes dos sacerdotes, todos vestidos de pano de saco, a Isaías, o profeta, filho de Amoz, com esta mensagem: “Assim diz Ezequias: Estamos vivendo um período de muito sofrimento, de castigo e de vergonha. É como a hora em que a mulher sofre terrivelmente para dar à luz, mas não tem forças para fazer a criança nascer. Mas quem sabe o Senhor, o seu Deus, tenha ouvido as terríveis ofensas que o comandante do rei da Assíria falou, zombando do Deus vivo. E que o Senhor, o seu Deus, o repreenda pelas ofensas que ouviu. Por favor, Isaías, ore pelos remanescentes que sobreviveram em Jerusalém!” Os mensageiros do rei Ezequias foram levar a mensagem ao profeta Isaías.
Is 38.1–22Neste período, o rei Ezequias ficou gravemente doente. O profeta Isaías, filho de Amoz, foi visitá-lo e lhe disse: “Assim diz o Senhor: Tome as providências necessárias para a sucessão no trono de Judá, porque você não vai sarar dessa doença. Você vai morrer!” Quando Ezequias ouviu essas palavras, virou o rosto para a parede e orou ao Senhor: “Ó Senhor, lembre-se de que o tenho servido com fidelidade e de todo o coração; sempre me esforcei para lhe obedecer!” E Ezequias chorou amargamente. Então o Senhor falou o seguinte a Isaías: “Vá ao palácio e diga a Ezequias: Assim diz o Senhor, o Deus de Davi: Ouvi a sua oração e vi as suas lágrimas que derramou. Acrescentarei mais quinze anos à sua vida.
Is 39.1–8Nesse tempo, Merodaque-Baladã, filho de Baladã, rei da Babilônia, enviou embaixadores a Jerusalém, com uma carta de saudações e um presente para o rei, porque tinha recebido a notícia da doença e da recuperação de Ezequias. Ezequias recebeu com alegria os embaixadores da Babilônia e lhes mostrou a sua casa do tesouro, cheia de ouro, prata e perfumes muito caros. Também mostrou a casa de armas de seu exército, os tesouros que havia no templo e não deixou de mostrar aos babilônios coisa alguma que fosse importante no seu reino. Então o profeta Isaías procurou o rei Ezequias e lhe perguntou: “O que foi que aqueles homens conversaram com o senhor? De onde eles vieram?” E Ezequias respondeu: “Vieram de muito longe, da Babilônia”. “O que foi que eles viram em seu palácio?”, perguntou Isaías. Ezequias respondeu: “Bem, eu mostrei a eles tudo o que há em meu palácio. Não há nada em meus depósitos que eu não lhes tenha mostrado”. Então Isaías disse ao rei: “Ouça com atenção a palavra do Senhor Todo-poderoso:
Is 40.1–31Consolem, consolem o meu povo, diz o seu Deus. Falem carinhosamente aos moradores de Jerusalém! Digam a ela que o seu tempo de sofrimento acabou. Digam que os pecados que ela cometeu já foram perdoados. Ela recebeu do Senhor duas vezes mais castigos do que os pecados que cometeu! Ouçam! Estou escutando uma voz que clama: “Preparem um caminho para o Senhor através do deserto; preparem um caminho reto e plano no deserto para o nosso Deus. Aterrem os vales, nivelem os montes e colinas; endireitem os caminhos tortos e deixem perfeitamente planos os lugares por onde ele passar. A glória do Senhor será revelada e vista por todos os homens. Pois é o Senhor quem prometeu isso!”
Is 40.9–11Boas novas a Sião e o pastor que vemVocê, anunciador de boas notícias a Sião, suba a um monte bem alto em Jerusalém! Grite bem alto, sem medo; diga a todas as cidades de Judá: “O seu Deus está chegando!” Sim, o Soberano, o Senhor, está chegando, com seu imenso poder! Com seu braço forte ele reinará. Ele traz para cada um a recompensa e o galardão pelo que cada um fez. Ele vai cuidar do seu rebanho como um verdadeiro pastor; levará os cordeirinhos nos braços e conduzirá mansamente as ovelhas que amamentam suas crias.
Is 41.1–29“Calem-se e escutem em silêncio o que eu digo, povos do outro lado do mar. Preparem sua defesa; apresentem a sua causa. Venham para o julgamento para decidir a questão! “Quem mandou vir do Oriente esse que encontra vitórias a cada passo? Quem fez com que ele derrotasse as nações e com que reis fossem vencidos por ele? Com a sua espada ele os reduz a pó, e com o seu arco, os dispersa como se fossem palha que é levada pelo vento. Ele persegue os seus inimigos e continua a avançar em segurança, passando por caminhos onde nunca havia pisado. Quem fez todas essas coisas tão tremendas? Quem, desde o princípio da história, dirige as nações da terra? Eu, o Senhor, que sou o Primeiro e o Último. Eu mesmo fiz todas estas coisas!” Os países do outro lado do mar viram o que aconteceu e ficaram com muito medo. Então se reuniram e se aproximaram.
Is 42.1–25“Aí está o meu servo! Eu mesmo o sustento. Ele é o meu escolhido, em quem tenho prazer. Eu pus sobre ele o meu Espírito, e ele trará a justiça aos povos do mundo. Ele trabalhará sem provocar agitação, sem gritar e fazer tumulto nas ruas e praças. Não quebrará o caniço rachado nem apagará a pequena chama que quase não dá luz. Ele mostrará amor aos fracos e dará forças aos desanimados. Ele fará justiça com fidelidade. Ele mesmo não deixará de brilhar e ficará firme até que a justiça e a verdade sejam cumpridas em toda a terra, até que os povos mais distantes, além dos mares, confiem nele”. Deus, o Senhor, que criou e estendeu os céus, que criou a terra e tudo que existe nela, que dá vida e espírito aos homens, diz o seguinte:
Is 43.1–28Mas agora, Israel, o Senhor que o criou e formou diz: “Não fique com medo! Eu mesmo comprei a sua liberdade. Eu o chamei pelo nome; você é meu! Quando você passar por águas profundas, eu estarei ao seu lado; quando tiver de atravessar grandes rios, eles não o encobrirão; quando tiver de passar pelo fogo, não se queimará. As chamas não farão mal a você. Porque eu sou o Senhor, o seu Deus, o Santo de Israel, o seu Salvador. Para você receber sua liberdade, eu entreguei o Egito, a Etiópia e Sebá como resgate. Outras pessoas perderam suas vidas em seu lugar, e nações em troca da sua vida. Isso porque para mim você é muito precioso e honrado à minha vista, e porque eu o amo. Não tenha medo, porque eu estou ao seu lado. Eu vou ajuntar seus filhos desde o Oriente até o Ocidente.
Is 44.1–28“Portanto escute o que eu digo, Jacó, meu servo, Israel, meu povo escolhido. Assim diz o Senhor, aquele que o criou, que o formou no ventre, e que vai ajudar você: Não tenha medo, ó Jacó, meu amado servo, a quem escolhi. Eu lhe darei água para matar a sede e para regar os campos secos. Derramarei o meu Espírito e as minhas bênçãos sobre os seus futuros filhos. Eles crescerão rapidamente como a grama nova, como os salgueiros à beira de um rio. Eles dirão com orgulho: ‘Sou do Senhor’; outro dirá: ‘O meu nome é Jacó’. Ainda outro juntará ao seu nome a palavra Israel.
Is 45.1–25“Esta é a mensagem do Senhor a Ciro, o homem escolhido por Deus para conquistar muitas nações. Deus mesmo dará força a ele para tirar a autoridade dos reis; Deus mesmo abrirá para Ciro os grandes portões da Babilônia, e ninguém será capaz de fechá-los. Eu irei à sua frente, Ciro, tornando plano o seu caminho e quebrando as portas de bronze e as barras de ferro que protegem as cidades. Eu vou lhe dar tesouros escondidos, riquezas secretas; assim, você vai saber que eu sou o Senhor, o Deus de Israel, que o chamou pessoalmente pelo seu nome para esta missão. Eu fiz tudo isso por causa do meu amor a Jacó, meu servo, e a Israel, meu povo escolhido. Foi por isso que o chamei pessoalmente e dei a você um nome famoso, apesar de você não me reconhecer. Eu sou o Senhor, e não há nenhum outro; não há outro Deus além de mim. Eu lhe darei toda a força necessária para conseguir a vitória, apesar de você não me conhecer.